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SONO INSUFICIENTE: IMPACTOS PARA A SAÚDE E PARA A ECONOMIA

Uma única noite sem dormir, ou dormindo menos do que o necessário, tem como consequências dificuldades de concentração, alterações de humor, maior sensibilidade dolorosa e acúmulo de mediadores no cérebro que sinalizam a necessidade de sono, aumentando a pressão para dormir e consequentemente, gerando sonolência. A sonolência  prejudica o desemprenho cognitivo, reduzindo a atenção, a capacidade de concentração e o aprendizado. Além destes efeitos agudos da falta de sono, diversos estudos avaliam as alterações crônicas da privação do sono, com consequências mais impactantes para a saúde, como maior susceptibilidade a infecções, ganho de peso, e maior risco para o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas, como diabetes e arteriosclerose. Indivíduos com problemas de sono apresentam número superior de hospitalizações e busca por serviços de emergência médica. A prevalência elevada de indivíduos que apresentam sono insuficiente  e os resultados negativos para a saúde evidenciam que a privação de sono é uma questão de saúde pública, com diversas repercussões na sociedade.

Pesquisas demonstraram que países como Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido  e Alemanha perdem cerca de 680 bilhões de dólares anualmente devido à privação de sono. Os gastos com o sistema de saúde foram levantados incluindo os custos gerados por causa de distúrbios do sono ou indiretamente relacionados, como acidentes devido a sonolência, depressão, doenças cardiometabólicas, obesidade, diabetes e morte prematura.

Os dados disponíveis na literatura demonstram claramente os efeitos negativos da privação de sono para a saúde da população e para a economia global. Esses achados precisam ser discutidos e disseminados não apenas no meio científico e na área médica, mas também junto aos gestores públicos, e especialmente para a população. Precisamos pensar estratégias que possibilitem que a sociedade tenha acesso ao diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono, e que tenha conhecimento sobre hábitos saudáveis para o sono, reduzindo assim a morbidade e mortalidade associadas a um sono insuficiente, melhorando desfechos na saúde e também na economia.

Fonte:  Sleep Science (saiba mais: www.sleepscience.com.br)